segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pobreza, Gênero e Raça/Etnia nos Contextos Urbano e Rural


Raça não é um conceito biológico. Witzig(1996) em artigo publicado em
periódico de saúde, assinala que apenas 0,012% das variações genéticas responsáveis por diferenças entre humanos podem ser atribuídas à raça. 
Ainda assim sua vitalidade como conceito sociológico e político é reiterada por sua presença nas diferentes esferas da vida social, cultural e política dos diferentes povos e nações. 
Utilizada como categoria de hierarquização social, a raça – e mais precisamente, o racismo, ideologia associada - tem sido discutida por países e organismos multilaterais vinculados a Organização das Nações Unidas. De fato, se por um lado o conceito carece de definições precisas, por outro afirma sua operacionalidade na produção de desigualdades que afetam diferentes grupos humanos em diferentes partes do mundo e não somente no Brasil.
Para Maria Inês Barbosa,a definição e utilização do conceito raça abriga um histórico de constituição da dominação dos homens brancos ocidentais sobre o resto do mundo. Recorrendo ao pensamento de Edward Said, a autora
demonstra o viés constitutivo da identidade ocidental enquanto atributo patriarcal e classista, que está na gênese dos processos de fundamentação das idéias de supremacia branca. Reconhecendo também sua operacionalidade no caso brasileiro atual. Ao vincular-se de forma intrínseca à hierarquização, à injustiça e à desigualdade, o conceito de raça implica necessariamente numa conexão com o conceito de racismo e com os processos de dominação e inferiorização resultantes. E expande para o terreno simbólico, das representações, sua persistência.
Um conjunto já expressivo de estatísticas e outras informações à disposição da sociedade tem sido suficiente para demonstrar a operacionalidade de raça e racismo no Brasil e na América Latina. Ao mesmo tempo em que apontam para a centralidade com que o conceito deve ser trabalhado nas diferentes frentes voltadas para a produção de eqüidade e justiça social. Um dos aspectos mais explicitados na coleta dos dados raciais é a capacidade do racismo de impedir ou diminuir o acesso de negras e negros, e em diferentes intensidades os demais grupos raciais e étnicos não-brancos, aos direitos humanos (vistos na perspectiva DHESCA). No entanto, muitas vezes este quadro de injustiça apresentado tem sido interpretado (por equívoco ou por vinculação ativa ao mito da democracia racial) como conseqüência da pobreza. 
Gênero tem sido, tanto no Brasil, como na maioria dos países do mundo, um dos mais importantes conceitos e ferramentas para a explicitação da vigência de desigualdades no interior das sociedades e nações. De fato, é através da utilização do gênero como marcador das relações sociais e balizador do combate às desigualdades que medidas de reformulação das estruturas sociais e estatais têm sido propostas e empreendidas, especialmente a partir da década de 70 do século passado.
Esta ascensão das lutas pela igualdade de gênero aponta para o vigor da mobilização social desenvolvida ao longo do século XX no ocidente (mas que tem início no século anterior), de ampliação da participação das mulheres na vida pública, especialmente as mulheres brancas na Europa e Estadas Unidos. São exemplos desta mobilização a luta pelo direito ao voto, pelo direito ao controle da sexualidade e da fertilidade e pelo direito à participação no mercado de trabalho formal. 
A hegemonização do conceito de gênero e as lutas por eqüidade a ele associadas apontam também para sua incorporação em diferentes estruturas estatais e multilaterais nas diferentes partes do mundo, oferecendo um ambiente supranacional (internacional) de estímulo e suporte à tomada de decisões por parte de gestores públicos nos diferentes níveis.
Por outro lado, este vigor assinala também a vinculação das lutas pela igualdade de gênero a estruturas de classe e raça também hegemônicas. As formas como as perspectivas de gênero e eqüidade entre homens e mulheres vêm sendo elaboradas e/ou disseminados não têm sido suficiente para confrontar, de modo incisivo ou aprofundado, os demais fatores envolvidos na produção de iniqüidades que atingem mulheres nas diferentes partes do mundo. O que permite alterações na estrutura social em relação à participação das mulheres, sem que confrontem privilégios vividos pelos ricos e pelos brancos, conforme vêm apontando as organizações de mulheres negras no Brasil ao longo dos anos.
Ou seja, permitindo a transformação das condições de vida e de acesso à igualdade de direitos a uma parcela ainda minoritária de mulheres,
principalmente aquelas pertencentes aos grupos raciais, étnicos ou de classe
social dominantes. O que significa dizer que sua contrapartida é o reforço ao
racismo e demais fatores de exclusão social que transformam a vida das demais mulheres em violência e deprivação.
Vem daí muitas vezes um certo grau de atrito, de diferenciação e disputa, entre as perspectivas de gênero, em relação às ações vinculadas a raça e classe, para além dos conflitos que o anti-sexismo provoca. Ou melhor, é da situação vista como conservadora por movimentos sociais envolvidos com as causas antiracistas e a defesa dos direitos dos segmentos mais pobres da população, que conflitos tanto internos quanto externamente ao movimento feminista – e também no interior dos demais movimentos sociais fundados em raça e classe, quando confrontado com pautas de interesses das mulheres - foram deflagrados.
Pobreza não é um tema abordado direta ou especificamente pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras. Ao contrário, é visão corrente no interior da AMNB que são as causas estruturais da desigualdade e espoliação, e não seus efeitos – entre eles a pobreza - que requerem atenção imediata e o expressivo investimento de recursos para o seu enfrentamento e superação.
Entre os diferentes fatores produtores de desigualdade, o racismo é apontado como o de maior participação no caso brasileiro e latinoamericano. Uma vez que, ao impor barreiras a negras e negros para o acesso a bens sociais e políticas públicas, restringe sua possibilidade de acumulação de riquezas através do trabalho. Riquezas e bens sociais que são deslocadas diretamente aos privilégios da população branca. Diferentes dados produzidos por diferentes centros de pesquisa demonstram a maior concentração de pobreza e indigência entre a população negra, mesmo quando se desagrega os dados por sexo. Ou seja, o principal diferencial de renda no Brasil coloca-se entre brancos e negros, independente do sexo. Assim, mulheres e homens negros têm renda mais baixa quando comparados a mulheres e homens brancos, conforme se verifica nos quadros abaixo, preparados a partir do trabalho empreendido por IPEA/UNIFEM em 2005: Proporção de pobres por raça.

Postado por: Poliana Verdam da Silva

domingo, 9 de outubro de 2011

MAMOGRAFIA É UM GRANDE ALIADO NA LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA

O movimento Outubro Rosa, voltado para a luta contra o câncer de mama, lançou, no dia 4 de outubro, uma campanha que pretende conscientizar a população para a importância de as mulheres fazerem a mamografia com regularidade. Segundo especialistas, a mamografia pode diagnosticar o surgimento de um tumor na mama, além de ser uma grande aliada para aumentar as chances de cura e, consequentemente, reduzir as mortes causadas por este tipo de câncer.
Segundo especialistas, no Brasil, o câncer de mama é responsável por grande parte das mortes de mulheres de 15 a 49 anos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, somente neste ano devem ser registrados cerca de 50 mil novos casos da doença no Brasil. Ainda segundo o Inca, por ano, mais de 10 mil brasileiras morrem por causa do câncer da mama.
Dados do Ministério da Saúde revelam que existem no Brasil quase 1,3 mil mamógrafos em funcionamento, disponíveis para exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados mostram também que este número é quase duas vezes maior do que o necessário para atender toda a população brasileira.
De acordo com o radioterapeuta Henrique Balloni, a maior parte dos tumores de mama quando diagnosticados no início apresentam taxas de cura elevadas, acima de 90%. Ainda segundo Balloni, exames como a mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética das mamas podem indicar maior probabilidade do nódulo ser maligno ou benigno.
O Outubro Rosa
O movimento Outubro Rosa foi lançado no final dos anos 90 e é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades. Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referentes à doença. Com a aprovação do Congresso norte-americano, o mês de Outubro virou o mês de prevenção do câncer de mama.


Postado por: MSUL SORAIA BERTONCELI

MULHERES



As reivindicações dos movimentos das últimas décadas têm questionado muitas destas certezas, tanto em termos políticos quanto de construção do conhecimento, pois existem mulheres que não sabem seus direitos a saúde, acesso a assiduidade das mulheres aos diferentes serviços de saúde pois parte dessa população feminina nunca passou por um exame ginecológico como: exame de mama, Citologia Oncótica ou Preventivo e seus direitos sexuais e reprodutivos sendo que o SUS pode não ter alcançado o patamar do objetivo a saúde da mulher devido a demanda insuficiente más muitas não usam o sistema SUS porque são leigas ou coagidas devido a ignorância e preconceito.
 O sexo feminino esta ligado diretamente à reprodução onde nós mulheres somos vistas pela Sociedade Civil como seres de procriação e devemos assumir literalmente a responsabilidade de gerar e cuidar do filho como uma tarefa única somente feminina onde os homens agem como meros espectadores, más filhos são de homens e mulheres onde as responsabilidades devem ser distribuídas igualmente. 
 A liberdade de escolha deve ser prioridade para decidir se querem ou não ter filhos onde as mulheres devem ser preparadas para assumir seus direitos de liberdade de escolha e preservando também sua saúde sexual e sem nenhuma culpa. Do século XX até os dias atuais vem ocorrendo avanços no Brasil no que desrespeito a conquistas feministas, onde trabalhar para eliminar as discriminações contra o sexo gênero e raça em todos os campos de atividade, especialmente na educação passou a proporcionar maior status e autonomia, isto é, maior empoderamento das mulheres é o que vem se buscando. As mulheres atualmente estão conseguindo conquistar seu espaço em vários fatores um deles e a busca por conhecimento em geral a educação isso esta sendo um grande passo para o gênero feminino, pois através da educação é que se abrem as portas para o mercado de trabalho onde as mesmas podem contribuir com a renda familiar e se sentindo cidadãs com direitos de igualdade. 
Nós mulheres temos necessidade de espaço e queremos transformações estruturais na sociedade moderna, que nos permitam viver livres de toda forma de subjugação pois as conquistas não vêm por decreto muito menos por favor pois não precisamos convencer os homens a deixarem de oprimir as mulheres, porque compreendemos a sociedade como algo um pouco mais complexo que isso e conhecemos nossa potencialidade de protagonistas da nossa própria história.

REFERENCIAL:

ÁVILA, M.B. Notas sobre o Trabalho Doméstico. In: LIMA, M.E.B. et al. (orgs.). Transformando a Relação do Trabalho e a Cidadania. São Paulo: CUT Brasil, 2007.

 BARROS, L.F.W. A Família DINC no Brasil 1996-2006: Uma Análise Sociodemográfica e de Gênero. 2009. 131f. Dissertação (Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais), Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE / Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE, Rio de Janeiro.

 BARSTED, L.L. A violência contra as mulheres no Brasil e a convenção de Belém do Pará, dez anos depois. In: PERES, A. & ANDRADE, P. (Eds.). O Progresso das Mulheres no Brasil . Brasília: UNIFEM / Fundação Ford / Cepia, 2006. cap. 8: 247-289.

ÁVILA, M. B. Feminismo no Brasil. Projeto de pesquisa.

_________ & CORREA, S. Movimento de Mulheres: questões para pensar-se seus rumos. Chile: Ministerio de Justicia, 2000. Disponível em: < http://www.minjusticia.cl/pmg/documentos/movimiento_mulheres.pdf >. Acesso e m 26/03/2010.

AZEVEDO, V.A.T. Ìyàmi: símbolo ancestral feminino no Brasil. 2006. 153f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), São Paulo.

BAIRROS, L. Nossos feminismos revisitados. Revista Estudos Feministas, v. 3, n. 2: 458-463, Rio de Janeiro, IFC/UFRJ, 1995.

  Postado por:#MSULSoraia Bertonceli e debatido pelo grupo 02 Saúde MSUL:

# MSULPriscila Pavão, #MSUL Neise Araujo, #MSUL Cristina de Melo, #MSUL Andrea de Melo, #MSULRaquel Rabelo, #MSUL Maria Vanderleia Saluci, #MSUL Érika silvestre, #MSUL Jordana Ferraz.





quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Roteiro do plano de ação


Título:

Escolha um título que passe uma idéia clara e sintética da ação planejada.

 INTERVENÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA SOBRE O USO ABUSIVO DE MEDICAMENTO DE CONTROLE ESPECIAL

Identificação do/a cursista:
Nome: Poliana Verdam da Silva

Órgão em que trabalha: Secretaria de saúde
Cargo:Enfermeira
Função:
Município: Mimoso do Sul
Observação (caso seja necessário):

Nome do Polo ao qual se vincula:Mimoso do Sul

Nome da professora on-line: Geovana e Eliana

Data de finalização do Modulo2:  05 / 10 / 2011
Preencha cada item com a informação solicitada.



Objetivo Geral da ação:


O que realmente deseja alcançar ao elaborar o Plano de Ação?
 Intervir no uso abusivo de medicamento de controle especial entre usuário da Atenção Primaria  de Mimoso do Sul.


Justificativa:
Argumentos que fundamentem a proposta; dados existentes sobre o problema;
Nas sociedades modernas, as pessoas estão cada vez mais familiarizadas com os fármacos, uma vez que os medicamentos se tornaram rotina na conduta médica.
Antigamente, as pessoas não tinham tanta intimidade com remédios, pois esses eram usados em casos particulares e raros. Atualmente, além dos medicamentos serem opções comuns na terapêutica, as prescrições está cada vez mais padronizada, possibilitando que as pessoas utilizem os critérios de decisão médica para problemas mais simples de saúde.
O medicamento passou a ser visto como símbolo de saúde. Ao fazer uso de fármacos, o indivíduo busca um resultado rápido que obscurece outras dimensões da saúde, entendida como “estado de completo bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade”.O consumo é algo inerente ao homem, havendo uma relação entre as transformações da sociedade e o fenômeno do consumo.
 Sendo assim, o medicamento não está desvinculado dessa característica social. Diferentemente de outras épocas históricas, o capitalismo pós-moderno incentiva o consumo através da publicidade e da ideia da substituição do "prazer vicário do ter sobre o ser”.
O uso de substâncias psicotrópicas tem sido objeto de diversos estudos
no Brasil, devido à crescente preocupação com os hábitos de consumo de drogas lícitas e ilícitas e seus impactos sociais, econômicos e, sobretudo, suas
implicações na saúde da população. Além disso, medidas de prevenção são eficazes somente quando baseadas na realidade do consumo, sendo importante a realização de pesquisas nos diversos segmentos da sociedade.
Este plano de ação tem o intuito de contribuir na busca pela qualidade e eficácia do acesso à saúde primária com vista à melhoria da saúde desta população. Além disso, tem a proposta de  alerta os riscos  do uso abusivo  de medicamento de controle especial ,tanto na vida  da  comunidade ,como na dos profissionais da saúde.


Descrição da ação:

Sintetize a ação que está planejando e espera desenvolver. Relaciona-se a serviços de atendimento? Unidades de saúde? Delegacias especiais? Escolas? Ou seja, a que tipo de serviço a Ação proposta se vincula.


Sensibilizar os usuários quanto as consequências do uso inadequado de medicamento de controle especial,e fazer com eles passem a realizar atividade física.


Cronograma  
Para planejamento:
Para execução:


Tempo necessário à realização das atividades


Fases/Ações

Mês




Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Ab
Jun
Jul
Ag
Se
ot
N
Dez

Apresentar o projeto para Secretaria Municipal de Saúde do município de Mimoso do Sul
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Apresentar o projeto para o Conselho Municipal de saúde
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Apresentar o projeto para os profissionais de saúde envolvidos

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Implantar trabalho de grupo multidisciplinar  voltado para pacientes dependentes de medicamento de controle especial


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Monitoramento e acompanhamento





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Avaliar os resultados mensalmente


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Avaliação final para o planejamento das ações em 2012











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População beneficiada
Por exemplo, grupo de gestantes, habitantes de quilombos, professores (as), etc

usuário do serviço municipal de saúde em Mimoso do Sul.