quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Anemia falciforme: Uma anomalia que atinge a população negra



A anemia falciforme é uma doença hereditária comum no Brasil. Esta patologia atinge principalmente a população negra. Cerca de 1 em cada 8 afro-brasileiros possui o que é chamado Traço Falcêmico. O indivíduo com traço falcêmico não é considerado doente, pois possui apenas em torno de 20 a 40% de células alteradas, não manifestando assim a anemia falciforme. O portador da anemia falciforme possui mais de 80% das células que desencadeiam a patologia em questão.
Palavras-Chave: Falciforme. Anemia. Negros.

Introdução

Em 1.910 o médico norte americano James Herrick identificou e diagnosticou pela primeira vez um caso de anemia falciforme em um individuo negro de origem caribenha (Tapper, 1999). Desde o registro desse primeiro caso, a anemia falciforme recebeu o status de uma doença racial e foi tratada pela ciência médica como uma patologia característica da população negra.
Trata-se de uma doença genética, provocada por alterações na hemoglobina, um dos elementos do sangue, que traz complicações renais, no fígado e no coração, além de dores nos ossos e olhos amarelados, entre outras.

Anemia falciforme 

A anemia falciforme é uma patologia que atinge principalmente a população negra, sendo umas das doenças hereditárias mais comuns no Brasil. A doença falciforme pertence a um grupo de doenças coletivamente denominadas hemoglobinopatias, caracterizadas pela substituição parcial ou completa da hemoglobina adulta normal (hemoglobina A [HbA]) , por hemoglobina falciforme anormal (Hbs).A hemoglobina fixa e transporta o oxigênio pelo sangue para todos os órgãos e partes do corpo. Na anemia falciforme a estrutura da hemoglobina é diferente, o que prejudica o transporte do oxigênio.
Mediante Cotran, Kumar e Colins para além das associações historicamente construídas entre a anemia falciforme e a população negra, a doença é caracterizada como uma patologia hereditária devido a uma mutação na hemoglobina, que é nomeada de hemoglobina "S" em contraposição a hemoglobina "A", considerada normal, na qual as células vermelhas do sangue adquirem o formato de "meia lua" ou "foice", daí a denominação falciforme.
Por causa do seu formato modificado, as células passam com certa dificuldade pelos vasos sanguíneos, impedindo assim a plena oxigenação do sangue. Tal condição gera um quadro sintomático, caracterizado por anemia crônica, dores osteoarticulares, dores abdominais, infecções e enfartes pulmonares, retardo do crescimento e maturação sexual, acidente vascular cerebral e comprometimento crônico de múltiplos órgãos, sistemas e aparelhos. Tais manifestações podem comprometer a capacidade de trabalho expectativa de vida dos portadores da doença. (Zago, 2.002).
A anemia falciforme raramente afeta caucasianos, sobretudo os de origem mediterrânea e a mesma constitui a forma mais grave da doença falciforme. As formas menos graves incluem a doença da hemoglobina falciforme C (SC), doença da hemoglobina falciforme D (SD), e a talassemia beta falciforme. (Smeltzer e Bare, 2005).

Fatores que desencadeiam a anemia falciforme

Os pacientes com anemia falciforme são usualmente diagnosticados na infância, porque eles se tornam anêmicos na fase de lactente e começam a apresentar crises falciformes com 1 ou 2 anos de vida. Algumas crianças morrem nos primeiros anos de vida, tipicamente a partir de uma infecção, mas o uso de antibióticos e o ensino dos pais melhoram muito os resultados para essas crianças. Entretanto com as atuais estratégias de tratamento, a expectativa média de vida ainda é de 42 anos. Os adultos jovens são frequentemente forçados a viver com complicações múltiplas, com freqüência graves, em razão de suas doenças. Em alguns pacientes, os sintomas e complicações diminuem em torno de 30 anos de idade, esses pacientes vivem até a sexta década de vida.
Os sintomas mais agudos da doença ocorrem durante períodos de exacerbação, denominados crises. Essas crises podem ocorrer isoladamente ou em combinação com outras crises.

Os cuidados a serem tomados a cerca da anemia falciforme

Segundo (Silva 2000) entre os meios de prevenção e controle da anemia falciforme chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e acompanhamento médico dos portadores, além da prática do aconselhamento genético a partir de um viés educativo.
Até o momento, não existem medicamentos que tratem eficientemente a anemia falciforme. Os tratamentos disponíveis, hoje, têm como objetivo acompanhar as condições do paciente, prevenindo complicações e diminuindo as lesões dos órgãos-alvo da doença. Episódios dolorosos podem ser tratados com analgésicos, líquidos e oxigênio. Suplementação diária de ácido fólico e início precoce de antibióticos, quando há febre, têm sido condutas comuns. 

Considerações Finais:

Vale ressaltar que a simples presença de "células afoiçadas " não significa que a pessoa tenha anemia falciforme.O que vai determinar é a quantidade dessas células presentes no organismo, pois apenas aqueles que possuem 80% dessas células manifestam a anemia falciforme.
As pessoas com o "Traço" da Anemia Falciforme devem ser acompanhadas pelo menos uma vez por ano se estiverem assintomáticas, devido a um aumento na incidência de embolia pulmonar e todas as pessoas afro-descendentes que forem fazer exercício físico violento devem fazer o teste de afoiçamento ou eletroforese de hemoglobina, além de exames de rotinas que todos devem fazer, independente de ter ou não o "Traço" falcêmico.
O portador da referida patologia não deve deixar de desfrutar de todos os prazeres que a vida pode lhe proporcionar. Viver a vida, seguir em frente e não se deixar vencer pela doença.

Bibliografia:

COTRAN, Ramzi S.; KUMAR, Vinay; COLLINS, Tucker. Patologia estrutural funcional. 6°ed. Editora Guanabara Koogan :2000, p635.

SILVA, Penildo. Farmacologia. 6°ed. Editora Guanabara Koogan:2002, p 1035.

SMELTZER, Suzane C.; BARE, Brenda G. In: Brunner e Suddarth. Tratado de enfermagem médico- cirúrgica. 9°ed.Editora Guanabara Koogan:2005.p 723-745.

ZAGO, Marco, 2002. Anemia falciforme e doenças falciformes, In: Secretária de Políticas Públicas (org.) Brasília: Ministério da Saúde, 2002, p.13-23.


Postado por: #MSUL Priscila Pavão Perim,e
#MSULSoraia Bertonceli ,#MSUL Neise Araujo, #MSUL Cristina de Melo, #MSUL Andrea de Melo,  #MSUL Maria Vanderleia Saluci, #MSUL Jordana Ferraz e #MSUL Raquel Rabelo.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


De acordo com as reuniões do grupo 02, um dos assuntos que chamou a atenção foi a Violência Doméstica. Pelo menos uma em cada três mulheres no mundo é ou já foi espancada ou abusada sexualmente. As estatísticas não param por aí e mostram que apesar de todos os avanços femininos na luta por seus direitos, ainda estamos longe do fim do patriarcalismo.

A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, em grande número de vezes de forma silenciosa e dissimuladamente. Trata-se de um problema que comete ambos os sexos e não costuma obedecer nenhum nível social, econômico, religioso ou cultural específico, como poderiam pensar alguns. Sua importância é relevante sob dois aspectos; primeiro: devido ao sofrimento indescritível que imputa às suas vítimas, muitas vezes silenciosas. Segundo: porque comprovadamente, as violências domésticas, incluindo aí a Negligência precoce e o Abuso Sexual, podem impedir um bom desenvolvimento físico e mental da vítima. Segundo o Ministério da Saúde, as agressões constituem a principal causa de morte de jovens entre 5 e 19 anos. A maior parte dessas agressões provém do ambiente doméstico. A Unicef estima que, diariamente, 18 mil crianças e adolescentes sejam espancados no Brasil. Segundo alguns autores a Violência Doméstica, é o resultado de agressão física ao companheiro ou companheira. Para outros o envolvimento de crianças também caracterizaria a Violência Doméstica. A vítima de Violência Doméstica, geralmente, tem pouca auto-estima e se encontra atada na relação com quem agride, seja por dependência emocional ou material. O agressor geralmente acusa a vítima de ser responsável pela agressão, a qual acaba sofrendo uma grande culpa e vergonha. A vítima também se sente violada e traída, já que o agressor promete, depois do ato não voltar a repetir este tipo de comportamento. Em algumas situações, felizmente não a maioria, de franca violência doméstica persistem cronicamente porque um dos cônjuges apresenta uma atitude de aceitação e incapacidade de se desligar daquele ambiente, sejam por razões materiais, sejam emocionais.
 Para entender esse tipo de personalidade persistentemente ligada ao ambiente de violência doméstica poderíamos compará-la com a atitude descrita como co-dependência, encontrada nos lares de alcoolistas e dependentes químicos. Essa é uma realidade que nós brasileiros devemos lutar para ser mudada.


Referencial:
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Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1983. p. 109-142.
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BARBIERI, T. de. Sobre la categoría de género. Una introducción teórico metodológica . In: AZEREDO, Sandra & STOLCKE, Verena (orgs.). Direitos Reprodutivos . S ão Paulo: PRODIR/Fundaç ão Carlos Chagas, 1991.
BARROS, M.L.A. A mulher na literatura de Cordel. In: ANDREU, S. & SANCHES, K.P.G. Aprendendo a ler e escrever textos, 8ª série. Curitiba: Nova Didática, 2004.
DURHAM, E. Família e reprodução humana. In: Perspectivas Antropológicas da Mulher. Vol. 3. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1983. p. 13-44.
MACHADO, P.S. O Sexo dos Anjos: representações e práticas em torno do gerenciamento sociomédico e cotidiano da intersexualidade. Dissertação (Doutorado em Antropologia Social), Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2008.
MATTOS DE CASTRO, H.M. Das cores do silêncio: Os significados da liberdade no sudeste escravista. Brasil século XIX. Rio de Janeiro:
PERISTIANY, J.G. Honra e Vergonha: Valores da sociedade Mediterrânica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkain, 1971.
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VALONGUEIRO, S. & CHACHAM, A. Mortes por aborto no nordeste do Brasil: um estudo de casos. In: Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 16. Anais... Caxambu: ABEP, 2008.

Postado por:#MSUL Neise Alves de Araújo e debatido pelo grupo 02 Saúde MSUL:
#MSULSoraia Bertonceli, #MSUL Priscila Pavão Perim, #MSUL Cristina de Melo, #MSUL Andrea de Melo, #MSUL Raquel Rabelo, #MSUL Maria Vanderleia Saluci, #MSUL Jordana Ferraz .
    

Políticas Públicas e Gênero

O grupo 02,conversando sobre o tema do módulo 02 chegamos a um debate construtivo ledo o artigo da autora Farah (2003) sobre Políticas públicas e gênero,sob impacto da democratização e da luta de movimentos feministas e de movimentos de mulheres, desde os anos 80, tem ocorrido, no Brasil, um processo gradual de incorporação da problemática das desigualdades de gênero pela agenda governamental. Com a crescente importância dos governos municipais, a partir da Constituição de 88, a redução das desigualdades de gênero passou também a fazer parte da agenda dos governos locais.
O eixo de uma ação governamental orientada pela perspectiva de gênero consiste na redução das desigualdades de gênero, isto é, das desigualdades entre homens e mulheres (e entre meninos e meninas). Falar em reduzir desigualdades de gênero não significa negar a diversidade. Trata-se de reconhecer a diversidade e a diferença – entre homens e mulheres – mas atribuindo a ambos “igual valor”, reconhecendo, portanto, que suas necessidades “específicas” e nem sempre “iguais” devem ser igualmente contempladas pela sociedade e pelo Estado.
Se não se para pára pensar nestas maneiras diferentes de estar na sociedade, corre-se o risco de propor e implementar ações que aparentemente atendem a todos, mas, que, na verdade, não reconhecem necessidades diferenciadas.
Podemos apreender ou visualizar de forma clara este risco de negligenciar a diferença, este risco de esquecer a diferença, considerando, por exemplo, um projeto de um edifício público concebido, em tese, para todos, mas que não tenha rampas de acesso ou elevadores:portadores de necessidades especiais e idosos estarão excluídos do acesso a este edifício que, desta forma, não será um edifício para todos.
No caso de gênero, o processo é similar, embora menos evidente, pois não estamos habituados em nossa sociedade a olhar as ações – governamentais e não-governamentais, incluindo nossas ações cotidianas – a partir desta perspectiva, a partir deste olhar.
Podemos refletir sobre alguns exemplos:
a. Uma política de acesso à moradia, à casa própria, que conceda o título de propriedade ao “chefe da família”, entendido exclusivamente como o pai, o “cabeça do casal”: as mulheres – casadas ou não; mulheres chefes de família ou não – estarão excluídas do acesso a esta política;
b. Uma política de segurança pública tradicional não tem espaço para atender vítimas de violência doméstica, pois não conta com pessoal preparado e com estratégias de ajuda efetiva às vítimas, num caso em que o agressor é distinto do agressor estranho, pois ele está “dentro de casa”. Assim, mulheres estão desprotegidas, tanto na esfera privada como na pública;
c. Um política de apoio ao pequeno produtor frequentemente concede crédito e o título de propriedade da terra apenas a homens, excluindo, portanto, inúmeras mulheres responsáveis pela atividade produtiva.
Diversos outros exemplos poderiam ser citados, mas o que interessa aqui é destacar que é preciso “um novo olhar” para se poder perceber se os diferentes – homens e mulheres – estão sendo “atendidos”, se estão tendo oportunidades e espaços iguais, inclusive para se manifestar.
É preciso um novo olhar para se poder perceber que a “desigualdade” entre homens e mulheres em nossa sociedade se reflete em pequenas (e grandes) discriminações, em pequenas (e grandes) dificuldades enfrentadas pelas mulheres em seu cotidiano, em dificuldades de inserção no mercado de trabalho, em dificuldades de acesso a serviços, em um cotidiano penoso na esfera doméstica.
As ações governamentais, as políticas públicas e os programas desenvolvidos por governos podem exercer um papel importante diante deste quadro de desigualdades:
Podem reforçar as desigualdades, o que ocorre, em geral, pelo fato de os governos e as agências estatais não estarem “atentos” às desigualdades de gênero. E, mais que isto, em decorrência também de a própria sociedade não estar atenta a estas desigualdades.
Mas as ações governamentais, as políticas públicas, podem também contribuir para a redução da desigualdade de gênero.
1. Em primeiro lugar, reconhecendo que esta desigualdade existe e que ela deve e pode
ser reduzida.
2. Em segundo lugar, integrando o combate à desigualdade de gênero à agenda de governo,junto com o combate a “outras desigualdades”.
3. Em terceiro lugar, identificando como e onde estas desigualdades se manifestam
e quais seus impactos – para se poder planejar estratégias de ação. Tal identificação
pode contar:
a. Com o conhecimento acumulado por todos e todas envolvidos nesta luta em todo o país;
b. Com a participação da sociedade civil local, sobretudo com a participação das mulheres;
c. Com as equipes envolvidas diretamente com a implementação das políticas – desde
que sensibilizadas para a problemática de gênero.
4. A identificação concreta das formas como se manifestam as desigualdades de gênero
permite identificar prioridades de ação, como as apontadas pela agenda de gênero: a) combate à violência contra a mulher; b) políticas de atenção integral à saúde da mulher; c)programas de geração de emprego e renda e de capacitação; d) acesso a crédito; e) acesso à propriedade; f) combate à discriminação no trabalho, dentre outras.
5. Mas, é muito importante, para além destas ações dirigidas, incorporar um olhar de
gênero a todas as políticas públicas.

Referencia Bibliográfica:

FARAH, Marta Ferreira Santos. Gênero e políticas públicas. Iniciativas de governos subnacionais no
Brasil. São Paulo: NPP/FGV-EAESP, 2002 a. (Relatório de pesquisa n. 10/2002).

FARAH, Marta Ferreira Santos. Gênero e políticas públicas no nível subnacional de governo. Anais do
XXVI Encontro Anual da ANPOCS, 22 a 26 de outubro de 2002 b, Caxambu (CD).

Postado por:#MSUL Priscila Pavão Perim,e debatido pelo grupo 02 Saúde MSUL:
#MSULSoraia Bertonceli, #MSUL Neise Araujo, #MSUL Cristina de Melo, #MSUL Andrea de Melo, #MSUL Raquel Rabelo, #MSUL Maria Vanderleia Saluci,  e #MSUL Jordana Ferraz.





















































































PRÉ- NATAL: ASSISTÊNCIA QUALIFICADA AS GESTANTES NAS ESF’S DO MUNICÍPIO DE MIMOSO DO SUL

Título:

Escolha um título que passe uma idéia clara e sintética da ação planejada.  PRÉ- NATAL: ASSISTÊNCIA QUALIFICADA AS GESTANTES NAS ESF’S DO MUNICÍPIO DE MIMOSO DO SUL
Identificação do/a cursista:
Nome:
 Soraia Bertonceli da Silva Pereira
Órgão em que trabalha:
Hospital Apóstolo Pedro
Cargo: Enfermeira
Função: Chefe de Equipe e Enfermeira Assistencial
Município: Mimoso do Sul
Observação (caso seja necessário):
Nome do Polo ao qual se vincula: Mimoso do Sul-ES
Nome da professora on-line:
 Denise Pinto Vasconcelos
Data de finalização do Modulo 2:
05 / 10/2011
Preencha cada item com a informação solicitada.


Objetivo Geral da ação:


O que realmente deseja alcançar ao elaborar o Plano de Ação?

Implantar a Humanização ao pré- natal nas ESF’s do Município de mimoso do Sul.
Justificativa:
Argumentos que fundamentem a proposta; dados existentes sobre o problema;

Entendemos que a realização deste trabalho se justifica mediante ao crescente numero de gestantes que chegaram tardiamente para realização do pré- natal e não conseguem concluir o mínimo de seis consultas completas de Pré- natal. A saúde é um dos aspectos que interferem diretamente na vida humana principalmente nas gestantes onde há uma sensibilização. E através da primeira consulta que deve ser realizada todos os exames clínicos e laboratoriais que enfocam o estado de saúde da mãe observando também aspectos físicos e psicológicos da paciente.
O atendimento pré- natal em muito pode contribuir na detecção precoce de alterações no desenvolvimento fetal, minimizando os problemas pós natal e conseqüentemente a mortalidade infantil, assim como pode evitar as mortes intra- uterina. Por tudo isso, há necessidade de ações coordenadas para reversão deste quadro. O sucesso destas ações exigirá a conjugação de esforços e adoção de um conjunto de estratégias em diversas frentes. A mudança do atual modelo de atenção obstétrica e neonatal no setor suplementar de saúde dependerá de uma mudança cultural dos atores envolvidos nessas ações tornando necessária a mudança do paradigma de atenção ao parto.
     De acordo com o Ministério da Saúde (2006, p. 143) uma das condições para atenção pré- natal e puerperal efetiva é o dialogo permanente com a população, em especial com as mulheres, sobre aspectos relacionados à assistência pré- natal na unidade de saúde e nas diversas ações comunitárias. 
A assistência pré-natal também é um importante fator de proteção para a saúde da mãe por incluir procedimentos rotineiros preventivos, curativos e de promoção da saúde. Quando bem conduzida pode contornar problemas obstétricos, prevenir danos e assegurar partos e nascimentos saudáveis. A qualidade da atenção prestada à saúde do binômio mãe-filho se constitui em uma ferramenta muito importante para o alcance do objetivo de redução da mortalidade infantil e das complicações ocorridas durante o período gravídico-puerperal. A busca de compreensão das falhas verificadas nos serviços de saúde que colaboraram na sua ocorrência constitui uma importante estratégia de redução da mortalidade infantil e fetal e contribui para a adoção de medidas de evitar e prevenir novas mortes e garantir também o direito reprodutivo.


Descrição da ação:

Sintetize a ação que está planejando e espera desenvolver. Relaciona-se a serviços de atendimento? Unidades de saúde? Ou seja, a que tipo de serviço a Ação proposta se vincula.

O principal objetivo da atenção pré- natal e puerperal é acolher a mulher desde o início da gravidez, assegurando, no fim da gestação, o nascimento de uma criança saudável e a garantia do bem- estar materno e neonatal.
Entendemos que a assistência pré- natal qualificada e segura de imprevistos é feita através de um esforço continuo de todos os envolvidos no processo, dispondo- se de todos os meios existentes na comunidade e ambiente de trabalho para a facilitação das ações e melhora da satisfação das usuárias, através de um atendimento rápido, eficaz, integral, igualitário e humanizado.
A ação se vincula as ESF,s, CIAMM, Secretaria Municipal de Saúde e Hospital.
Cronograma  
Para planejamento:
Para execução:
Tempo necessário à realização das atividades



Fases/Ações




Mês



Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
Jul
Ago
Apresentação do projeto para a Secretaria Municipal de Saúde
do Município de Mimoso do Sul
X







Apresentação do Projeto para o Conselho Municipal de Saúde
X







Apresentar o projeto aos profissionais envolvidos em cada etapa do CIAMM e  ESF

X






Identificar os sujeitos da intervenção

X
X
X




Cadastrar os pacientes



X
X



Realizar a atividade programada




X
X


Monitorar o acompanhamento.




X
X
X
X
Avaliar os resultados mensalmente

X
X
X
X
X
X
X
Avaliação final para planejamento das ações de 2012







X
População beneficiada
Por exemplo, grupo de gestantes, habitantes de quilombos, professores (as), etc

Gestantes do Município de Mimoso do Sul
Referencial
BADINTER, E. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985 .

BRASIL, Ministério da Saúde. Assistência Pré- Natal. Secretaria de Política de Saúde, Manual Técnico, 3ª edição. 66p. 2000.

______, Assistência Integral a Saúde da Mulher. Bases de Ação Programática, 60p. 1985.

______, Manual dos Comitês de Mortalidade Materna. Secretaria de Assistência a Saúde. Coordenação de Saúde Materna Infantil. P 11. 1994.

______, Pré- Natal e Puerperio. Atenção Qualificada e Humanizada. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, Manual Técnico, caderno nº 5, p 09- 157. 2006.

AMORIM, Melania Maria Ramos; MELO, Adriana Sueli de Oliveira. Avaliação dos exames de rotina no Pré- Natal (Parte 1). Campina Grande (PB): Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 148- 155 p.


POSTADO POR: SORAIA BERTONCELI